ANTIRRACISMO

O tema equidade racial nunca esteve tão em pauta como está atualmente, e isso é muito positivo. Afinal para qualquer mudança estrutural é necessário informação, inquietação, debate, entendimento e então ação.

Todos estamos aprendendo com terminologias novas, ou não tão novas assim, como: racismo estrutural, racismo institucional, lugar de fala, colorismo, feminismo negro, injuria racial, cotas raciais, etc. E quanto mais aprendemos mais nos questionamos: como não sabíamos ou falávamos tudo sobre isso antes?

Sim estamos escancarando, para quem não sabia, que a ideia de democracia racial que nos foi vendida por tantos anos é uma mentira.

Porém apesar do racismo não estar mais sendo varrido para debaixo do tapete com tanta facilidade, e também dos avanços conquistados pela população negra, é fácil perceber que as ações contra o racismo estrutural ainda são insuficientes. Para isso precisamos ter a mobilização de toda sociedade.

 Mahatma Gandhi disse que “a menos que nos tornemos a mudança que desejamos ver acontecer no mundo, nenhuma mudança jamais acontecerá.” E aqui entramos na necessidade de falarmos sobre a pauta antirracista.

A pauta antirracista não pode ficar restrita a hashtags nas redes sociais, conversas em grupos de afinidade ou manuais de conduta corporativos, é preciso que ações sejam tomadas por todos os brasileiros.

Mas muitos perguntam: por onde devo começar? Aqui vão algumas dicas:

Informe-se

Consuma conteúdo de autores e influenciadores(as) negros(as) e indígenas. Leia sobre racismo, desigualdade racial, analise indicadores sociais, e então baseado (a) em fatos tire suas conclusões.

Questione-se

Abra os olhos e avalie ao seu redor. Quantas pessoas negras e indígenas existem na sua empresa (principalmente em cargos de liderança)? E nos demais lugares que você convive? As oportunidades são iguais?

Reconheça

Vivemos num sistema desigual que beneficia pessoas brancas, precisamos reconhecer os privilégios brancos e desnaturalizar esse mecanismo. Esse sem dúvidas é um dos passos mais difíceis, você precisará abrir sua mente e não se culpabilize ou revolte, somente reconheça.

Mude pequenas atitudes

Pesquise sobre expressões e piadas racistas e avalie se você as utiliza. Se sim as elimine do seu vocabulário. Se pessoas a seu redor as utilizam, com uma comunicação não violenta, as ajude a entender que elas devem as abandonar também.

Não tenha medo

Perguntar, errar para então acertar, pedir desculpas, desconstruir associações enraizadas, tudo isso faz parte do processo. O medo nos paralisa, nós estamos te chamando para a conversa e ação. Venha sem receio. Pense que todos estamos aprendendo e construindo juntos uma sociedade mais igualitária.

Assista à live que fizemos com Elizabete Scheibmayr, Líder do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil sobre “Como Acelerar a Igualdade Racial”.

Foi uma conversa incrível sobre como engajar as pessoas e as empresas em ações que aceleram a igualdade racial e a Elizabete apresentou os projetos do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil: Aceleradora de Carreiras para Mulheres Negras, Impulsionadora de Carreiras para Mulheres Negras de 16 a 23 anos, Mentoria para Mulheres Negras e Projeto de Responsabilidade Social para Mulheres Negras. Assista aqui:

E para saber mais sobre Inserção de Pessoas Negras no Mercado de Trabalho e começar a trabalhar o seu lado antirracista no mundo corporativo, assista a este vídeo do canal da CKZ Diversidade no YouTube, com a especialista no tema Cristina Kerr.

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Comentários

  1. Beia Carvalho

    Perfeito, Cris. Sim, “estamos aprendendo com terminologias novas, ou não tão novas assim, como: racismo estrutural, racismo institucional, lugar de fala, colorismo, feminismo negro, injuria racial, cotas raciais…”. E aprender não é assim tão simples! Há umas semanas, resolvi escrever sobre “lugar de fala”. Comecei a pesquisar e não consegui chegar a nenhuma conclusão, tamanha eram as disparidades entre as diversas interpretações! Temos que estudar, fuçar, ter muito cuidado e acolher todos que vem pra luta – e combater o que tenho chamado de “milícias do vocabulário”, aquelas que nos achincalham por não estarmos usando a “última versão”. A luta precisa de todos, vamos fazer e aprender juntos.

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    • CKZ Diversidade

      Oi Beia!
      Verdade, não é tão simples, mas indicamos pesquisar autores negros, a Djamila Ribeiro por exemplo tem um livro muito bom sobre Lugar de Fala e juntou também alguns autores numa coletânea bem legal, vale a pena dar uma olhada. 🙂
      Abraços!

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