AÇÕES AFIRMATIVAS

A pauta sobre diversidade e inclusão – e a grande quantidade de tópicos dentro desse maravilhoso tema – têm estado em alta no Brasil e no mundo todo. Por aqui nós temos visto o posicionamento de algumas empresas em prol da equidade racial no mundo corporativo, como ocorreu com o programa de trainee no Magazine Luiza. A ação afirmativa em favor de pessoas negras ocorreu em momento oportuno, impulsionando esse tema que é importantíssimo socialmente e também dentro das empresas.

No entanto, ao invés de darem voz para as pessoas negras e celebrarem a diversidade, algumas pessoas foram contra a ação afirmativa e até mesmo boicotaram a empresa, por outro lado, muitas foram a favor e o Magalu permanece mais forte do que nunca. Ficou claro que precisamos ainda mais de ações afirmativas como essa. Assista abaixo, a matéria do Jornal da Cultura sobre esse episódio que contou com a participação da CEO da CKZ Diversidade, Cris Kerr.

Recentemente, tivemos uma polêmica envolvendo a fintech Nubank, onde a co-fundadora, ao ser questionada sobre o posicionamento do Nubank em relação a diversidade racial, deu a entender que era difícil encontrar pessoas negras capacitadas, gerando inúmeros comentários contra a empresa, por não ter sido inclusiva.

Na verdade, o que ocorre é que vivemos numa “bolha branca”, vamos entender melhor: você que é uma pessoa branca, faça uma reflexão: com quantas pessoas negras você estudou na escola? E na Faculdade? Com quantas pessoas negras você trabalhou? Quantas estavam em posição de liderança? Então provavelmente o seu grupo de amigos e amigas e profissional é formado por pessoas brancas, e você quando indica alguém para a empresa, tem a tendência de indicar uma delas, ou seja, está na “bolha branca”.

Nós precisamos falar sobre equidade racial, inserção de pessoas com deficiência, equidade de gênero, pessoas LGBT+. As empresas que falharem em desenvolver a diversidade perderão vantagem competitiva e se tornarão ambientes que afastam as pessoas. Não há mais a possibilidade de adiar ou deixar de falar sobre diversidade e inclusão.

As pessoas da geração Z (menos de 25 anos) e da geração Y (Millennial) querem trabalhar e consumir de empresas sustentáveis e que tenham responsabilidades social corporativa.

Estatísticas da Nielsen mostram que três quartos (3/4) dos millennials pagariam um valor extra sobre bens de consumo e serviços mais sustentáveis.

Sua organização pode ter a diversidade como diferencial, atraindo pessoas talentosas e criando uma cultura inclusiva e de pertencimento para todas elas. Diversidade e Inclusão são fatores fundamentais para a sustentabilidade de todos os negócios, pense nisto!

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