
- dezembro 12, 2023
- Por:CKZ Diversidade
- in: Diversidade, Inclusão
Iniciei em RH em 1995 e, nessa época, éramos apenas profissionais com foco básico em folha de pagamento, benefícios e negociações sindicais. Com o tempo, a área foi evoluindo, sendo reconhecida como uma área estratégica dos negócios, que pode liderar e impactar a sustentabilidade da empresa.
Onde queremos estar em 5, 10, 15 anos? Não apenas nós profissionais dessa área tão impactante, mas as organizações em que trabalhamos?
Para falar desse futuro, é inevitável falar de uma reconstrução cultural, uma mudança única que deverá ser feita em todas as áreas da sociedade – setor privado, público, organizações não governamentais, escolas etc. – e que nos leva a observar se estamos construindo uma cultura mais diversa e inclusiva, com diversidade de pessoas e com a inclusão genuína de todas elas.
Na CKZ tenho a oportunidade de conviver com diversas empresas e culturas organizacionais, e vejo que a área de Recursos Humanos é a área que ainda tem maior dificuldade em fazer essa mudança, focando em números e resultados financeiros, mas esquecendo do seu papel de agentes de transformação cultural.
Aqui está uma situação real que demonstra essa dificuldade:
Recentemente, estava trabalhando com um time de Talent Acquisition (Recrutamento e Seleção) que compartilharam comigo que elas também tinham vários vieses nos processos seletivos, principalmente com pessoas de 45+ anos para atuar em vagas intermediárias (analistas sêniores e especialistas), e até mesmo para incluir mulheres em vagas técnicas, por ainda acreditarem que elas não poderiam realizar funções consideradas “pesadas”.
Vamos pensar juntos e juntas: se na porta de entrada, as pessoas da área de R&S já possuem vieses e descartam pessoas diversas, o que será que vamos encontrar nessa organização? Certamente pessoas que pensam e agem igual, além de pouca inovação.
E aqui começa o grande desafio das pessoas da área de RH e Gente & Gestão: quebrar esses paradigmas internos, como, por exemplo, a fala do “fit cultural”, que nada mais é do que trazer todo mundo igual para a empresa. É preciso primeiro conscientizar-se para, então, desafiar as lideranças, garantindo que a diversidade aconteça e o negócio torne-se sustentável a longo prazo.
Compartilho algumas dicas para serem aplicadas diariamente:
Como você tem cuidado dessa transformação diária?
Por: Agnes Maria Pelizer
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